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Lumiar · Nº 2

7 mulheres, 7 trajetórias, um palco

Elas chegaram por caminhos diferentes, atravessaram gerações do teatro musical brasileiro e agora dividem a mesma história. Antes da estreia de 7 Mulheres e um Mistério - O Musical, a Pitaya reuniu sete conversas sobre carreira, escolhas e o ofício de viver muitas vidas no palco.

Redação Pitaya 4 minutos de leitura

Fotos: Priscila Prade

Há elencos que chamam atenção antes mesmo da estreia. Às vezes pelo texto, às vezes pela direção. Desta vez, são as sete mulheres reunidas em cena.

Em  7 Mulheres e um Mistério – O Musical, Paula Capovilla, Bruna Guerin, Laura Castro, Letícia Soares, Malu Rodrigues, Stella Miranda e Verónica Valenttino dividem um suspense musical inspirado no clássico de Robert Thomas. Embora contem a mesma história, nenhuma delas chegou até aqui pelo mesmo caminho.

Algumas ajudaram a escrever a história do teatro musical brasileiro. Outras cresceram diante do público ou construíram a carreira entre o palco, a televisão, a música e a dublagem. São percursos diferentes, experiências diferentes e maneiras muito particulares de entender o ofício de interpretar.

Ao longo das próximas páginas, elas falam sobre os caminhos que percorreram, os personagens que deixaram marcas, os encontros que transformaram suas carreiras e a relação que construíram com o palco ao longo dos anos.

No fim, talvez o maior mistério não esteja na peça. Está naquilo que faz sete artistas tão diferentes encontrarem, na mesma história, um lugar para dividir a cena.

 

 O espetáculo

Escrita pelo dramaturgo francês Robert Thomas no fim da década de 1950, a história atravessou diferentes gerações e formatos até chegar aos palcos brasileiros em uma versão inédita como teatro musical. Depois de adaptações para o cinema e de conquistar novos públicos ao redor do mundo, 7 Mulheres e um Mistério – O Musical ganha uma leitura brasileira assinada por Anna Toledo, responsável pela adaptação, letras e canções originais, com direção artística de Ricardo Grasson e Heitor Garcia.

A trama começa na véspera de Natal. Isoladas em uma mansão após um assassinato, sete mulheres passam a desconfiar umas das outras enquanto tentam descobrir quem cometeu o crime. Entre confissões inesperadas, alianças improváveis e muito humor, a narrativa transforma um clássico suspense policial em uma comédia musical de ritmo acelerado, marcada por reviravoltas e personagens tão exageradas quanto humanas.

Na adaptação brasileira, a música não aparece apenas como um recurso estético. Ela amplia emoções, revela aquilo que as personagens tentam esconder e ajuda a construir um protagonismo feminino mais complexo, em que cada mulher é movida por desejos, conflitos e contradições próprias.

Embora ambientada na França dos anos 1950, a história continua dialogando com questões bastante atuais. Relações de poder, segredos familiares, etarismo, papéis de gênero e preconceitos atravessam a narrativa sem abrir mão do humor. Talvez seja justamente essa combinação que explique por que um texto escrito há mais de seis décadas continua encontrando novos públicos e novas leituras.

 

Toda personagem guarda um segredo. Toda atriz, uma história. 

“Quando você entra na máquina do mercado entende que o glamour não existe.” – Paula Capovilla

Acho que, no começo, existe uma paixão muito intensa pela profissão. Com o tempo, essa paixão vai se transformando em amor.” Bruna Guerin

“A arte transforma todos os dias a minha vida.” – Laura Castro

“A arte me ajuda a estar mais viva.” – Letícia Soares

“Hoje já não sinto que preciso provar o meu valor o tempo todo.” – Malu Rodrigues

“O amor pelo que faço é o que me mantém trabalhando.” – Stella Miranda

“Nós somos os sonhos daquelas que vieram antes.” – Verónica Valenttino

 

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