Cartas Pitaya

Carreira, bebê e café frio: como equilibrar tudo sem enlouquecer

Quem disse que maternidade e carreira combinam nunca precisou mandar e-mail com um bebê mamando de um lado e o notebook equilibrado do outro.

Pois é, o “home office dos sonhos” nem sempre vem com aquela poltrona linda do pinterest, mas sim com fraldas, cólicas, dores de coluna da mãe  e um olho no relógio porque a reunião começa em 5 minutos e o bebê tá chorando!

A realidade é dura: muitas mulheres grávidas ou com filhos pequenos ainda enfrentam olhares atravessados em entrevistas de emprego, dificuldade para se recolocar e normalmente são as que não possuem rede de apoio. Se você está nesse time comigo respira fundo, e me dê a mão!

 

1. Gestão de tempo versão mãe

Planejar o dia não é sobre seguir uma agenda perfeita, mas sobre saber onde vale gastar energia. Talvez a cozinha não precise virar MasterChef todo dia (o congelado saudável também é amor, viu?). Talvez aquela roupa possa esperar. Mas aquela reunião ou relatório? Esses, não dá pra adiar. Por aqui o que funciona é o alarme do celular pra tudo: horário de reuniões, hora de comer, hora do banho do bebê e atividades dele, pra tudo tem o alarme despertando (exceto quando ele está dormindo que fica longe) post-it e listinha de papel colados na geladeira também pode funcionar, mas olhar toda hora precisa virar um hábito!

 

2. Empresas, estamos de olho!

No discurso, muitas empresas dizem acolher mães e gestantes. Mas, na prática, na hora de contratar ou promover, a conta não fecha: currículo descartado, entrevista congelada, e a oportunidade some rapidinho. O curioso é que, no dia a dia, quem costuma estender a mão são os colegas de equipe aquele “cobre a reunião que meu bebê tá com febre” vira ato de solidariedade.

Ainda assim, isso não é suficiente. O mercado precisa de inclusão de verdade: flexibilidade real, políticas consistentes e menos preconceito disfarçado de “perfil da vaga”. E aí fica a pergunta que não quer calar: se algumas empresas já não entendem nem as mães que estão dentro, onde se encaixam as gestantes e mães desempregadas, que ainda tentam uma recolocação?

 

3. Saúde mental importa (e muito)

Ler 10 páginas de um livro antes de dormir e até mesmo assistir aquela série clichê e bater papo com os amigos  pode ser tão nutritivo quanto a melhor vitamina. Comer bem também ajuda a não surtar, porque ninguém funciona só com café frio e bolacha de pacote.

 

4. Posicionamento é indispensável

Mesmo sem a vaga dos sonhos no momento, se colocar no mercado é essencial: atualizar o LinkedIn, participar de grupos de networking de mães, mostrar projetos no portfólio, se capacitar em cursos online (tem muito gratuito por aí). O famoso “se mostrar disponível” pode abrir portas quando você menos espera.


5. Adeus romantização, olá realidade!

Maternidade é amor? Sim. Mas também é cansaço, boletos, choro e culpa. Romantizar só atrapalha. A real é: dá pra ser mãe e profissional, mas isso exige uma ginástica mental que deveria ser apoiada pela sociedade e pelo mercado de trabalho.

Então, se você está lendo essa coluna com uma criança no colo ou tentando terminar o café pela quarta vez, saiba: você não está sozinha, você é potência. E, apesar dos perrengues, o mundo precisa de mais empresas que enxerguem isso.

Compartilhar

Raíssa Neves

Sobre a autora

Raíssa Neves

Raissa é publicitária, mãe do Gustavo e daquelas pessoas que gostam de uma vida cheia de encontros, amigos e boas histórias. Entre o trabalho, a maternidade e a vontade de continuar aproveitando a vida, compartilha na Pitaya um pouco de tudo que faz parte da sua rotina, principalmente as descobertas, os desafios e as pequenas alegrias de ser mãe enquanto segue construindo sua própria vida.

Ver todos os textos

Se este texto ficou com você...

Gostou desta leitura?

Assine a newsletter da Pitaya e receba histórias como esta quinzenalmente.